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terça-feira, 23 de abril de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO DA SEGUNDA DIVISÃO DE 1971


O amigo pesquisador Rodolfo Stella vem fazendo um trabalho digno de “Loucos Por Futebol”, ou seja, tentar conseguir as fichas técnicas (súmulas) de todos os jogos do Campeonato Brasileiro das Séries B, C e D, ou, como preferirem, segunda, terceira e quarta divisões.
Para completar a Segunda Divisão de 1971 faltam os jogos abaixo relacionados.
Caso algum amigo pesquisador possa ajudar, mande e-mail para o Rodolfo:

rpstella@ig.com.br

Ou para o e-mail constante no alto da página:

jrca1957@gmail.com

Os jogos são os seguintes:

12.09.1971
CAMPINENSE 1 x 0 ABC
17.10.1971
CAMPINENSE 2 x 1 FERROVIÁRIO-CE
20.10.1971
FERROVIÁRIO-CE 2 x 0 CAMPINENSE
29.08.1971
MARANHÃO 0 x 2 SAMPAIO CORRÊA
05.09.1971
FLAMENGO (PI) 2 x 2 GUARANY
08.09.1971
FLAMENGO (PI) 1 x 0 SAMPAIO CORRÊA
12.09.1971
RIVER 1 x 0 GUARANY
19.09.1971
GUARANY 3 x 2 SAMPAIO CORRÊA
26.09.1971
SAMPAIO CORRÊA 5 x 0 MARANHÃO
03.10.1971
GUARANY 0 x 1 FLAMENGO (PI)
06.10.1971
FLAMENGO (PI) 3 x 1 MARANHÃO
10.10.1971
RIVER 2 x 3 SAMPAIO CORRÊA
17.10.1971
GUARANY 0 x 3 RIVER
14.11.1971
FLAMENGO-PI 0 x 0 FERROVIÁRIO-CE
21.11.1971
ITABAIANA 5 x 1 FLAMENGO-PI

Lembrando que a súmula deverá conter os seguintes dados:

JOGO
DATA
LOCAL
ÁRBITRO
PÚBLICO E RENDA
EXPULSÕES
GOLS (de preferência, com os tempos)
ESCALAÇÕES DAS DUAS EQUIPES

sábado, 23 de março de 2013

JUNTANDO AS PEÇAS: OS CAMPEÕES COM 100% DE APROVEITAMENTO

 
 
 
 
Já faz um bom tempo que ganhei de presente do amigo Érico Dadalto Moulin, de Vitória (ES), o livro “Esporte Memória nº 3 – Clubes de Futebol”, da Secretaria Municipal de Esportes de Vitória. Nele, uma afirmação me chamou a atenção, a qual passo a dividir com os amigos pesquisadores, em busca de outras informações.
Na página 33 do livro está escrito a respeito do Santo Antônio: “dono de um título inédito, única agremiação campeã de futebol com zero ponto perdido” (ou seja, com 100% de aproveitamento).
De imediato efetuei algumas pesquisas nos livros ao meu alcance e encontrei:
1. Primeiro campeonato paranaense, em 1915, conquistado pelo Internacional, que venceu os dez jogos que disputou;
2. Campeonato Paulista de 1926, versão APEA, vencido pelo Palestra Itália: 9 jogos, 9 vitórias;
3. Campeonato Paulista de 1929, vencido pelo Corinthians, com sete vitórias em igual número de jogos;
4. Campeonato Paulista de 1932, título do Palestra Itália, com 11 vitórias em 11 jogos.
5. O campeonato carioca da Liga Metropolitana de Sports Athleticos de 1911 foi disputado por quatro clubes em turno e returno: Fluminense, Paysandu, Rio Cricket e América (o Botafogo retirou-se da Liga). O Fluminense venceu os seis jogos que disputou, assinalando 21 gols e sofrendo apenas um.
6. O Paysandu, de Belém (PA), venceu os seis jogos dos dois turnos do campeonato paraense de 1942, marcando 21 gols e sofrendo 6. Um dos destaques foi a goleada sobre o Clube do Remo, por 5 x 0.
Júlio Bovi Diogo, de Santos (SP), encontrou o Nacional, de Manaus (AM), que conquistou o campeonato amazonense de 1974 após a realização de 10 jogos. Foram 10 vitórias, 27 gols a favor e apenas 3 contra.
O pesquisador cearense Nirez de Azevedo Filho contribuiu com duas campanhas sem pontos perdidos ocorridas no Ceará. Em 1941, o Ceará foi campeão depois de vencer os seis jogos que disputou, massacrando seus adversários: 9 x 1 Peñarol, 3 x 1 Tramways, 8 x 0 América, 3 x 1 Maguari, 4 x 0 Fortaleza e 10 x 1 Ferroviário. Três anos depois, em 1944, foi a vez do Maguari, que foi campeão invicto, com nove vitórias em nove jogos disputados, também com muitas goleadas: 8 x 3 Luso, 8 x 0 Peñarol, 6 x 1 Fortaleza, 7 x 1 Ferroviário, 6 x 4 Ceará, 2 x 1 Ceará, 6 x 1 Ferroviário, 3 x 0 Fortaleza e 4 x 0 Luso.
Os pesquisadores gaúchos José Luiz Tavares Maciel e César Freitas lembraram que, em 1974, o Internacional, de Porto Alegre, disputou 36 pontos e 18 jogos pelo campeonato gaúcho e ganhou tudo, sagrando-se hexacampeão do Rio Grande do Sul. Os nove adversários do Internacional foram: Atlético, Caxias, Encantado, Esportivo, Gaúcho, Grêmio, Internacional (Santa Maria), Santa Cruz e Ypiranga.
E aí, algum amigo pesquisador lembra de mais alguma outra conquista sem pontos perdidos? Se lembra, favor mencionar nos “Comentários” dessa postagem.

terça-feira, 12 de março de 2013

JUNTANDO AS PEÇAS: HECTOR GRITTA

 

A seção “JUNTANDO AS PEÇAS” está criada com a finalidade de se buscar uma maior interação entre nós, pesquisadores.
A participação poderá ser feita de duas maneiras:
1. Quando o amigo pesquisador tiver um tema que necessite de ajuda dos demais participantes do blog, aqui colocará o tema, com o material que já conseguiu encontrar (favor encaminhar para meu e-mail). Exemplo: se alguém estiver pesquisando o histórico de algum jogador e tem quase toda a carreira dele, só faltando a data e local de nascimento ou falecimento, ou até mesmo não relacionou todos os clubes por onde passou, manda o e-mail para jrca1957@gmail.com, anexando o material que já conseguiu, se possível, citando as fontes. Disponibilizarei na seção esse material e aqueles que tiverem alguma coisa a acrescentar ou mesmo corrigir, colocará nos “Comentários” e eu farei as devidas correções ou acréscimos.
2.  A outra finalidade será a de estarmos começando uma pesquisa. Por exemplo: não possuo nada e gostaria de conhecer dados históricos sobre um clube qualquer ou também sobre um jogador. Colocarei a minha solicitação e os demais amigos pesquisadores poderão ajudar nessa pesquisa, lançando, também nos “Comentários”, as informações que possui sobre o tema. Assim que reunirmos um bom material, a postagem será atualizada com tudo aquilo que conseguimos reunir.
Assim, estaremos sempre interagindo, trocando ideias e informações, indicando fontes, fazendo as devidas correções ou acrescentando dados. No fim, teremos uma pesquisa a mais completa possível, conseguida com o esforço de todos aqueles que puderam colaborar.
A seção não terá uma periodicidade fixa. Será aberta sempre que houver uma solicitação.

Inaugurando a seção, coloco um tema que me deu bastante trabalho para conseguir informações. Eu e um amigo pesquisador de Brasília, o Márcio, estamos compilando dados para escrever um livro sobre o Rabello, extinto clube de Brasília. Um dos itens que surgiu para nossa pesquisa foi a carreira de Hector Gritta, que foi técnico do Rabello durante muitos anos.
Segue o que consegui, aguardando pela colaboração dos demais amigos pesquisadores que puderem ajudar.

HECTOR GRITTA

Nascido em Córdoba, Argentina, em 6 de janeiro de 1915, Hector Roberto Gritta pertencia ao segundo quadro do Velez Sarsfield, da Argentina, quando o América, do Rio de Janeiro, demonstrou interesse em contratá-lo.
Não demorou para o América pagar a importância de mil pesos exigida pelo clube argentino.
Em 28 de abril de 1939 assinou contrato com o América, clube que defendeu até 1948.
Notabilizou-se no futebol carioca pela marcação implacável que exercia sobre o renomado Heleno de Freitas.

Em maio de 1948 se transferiu para o Guarani, de Campinas (SP).
Em 12 de fevereiro de 1950, fazia parte do time que ajudou na ascensão do Guarani para a Primeira Divisão do Campeonato Paulista. O time que derrotou o Batatais na final era formado por Arlindo, Orestes e Gritta; Godê, Luís de Almeida e Alcides; Dorival, Piolim, China, Chiquinho e Zico. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini.
Jogou também no América, de Morrinhos (GO), onde encerrou sua carreira de jogador e iniciou a de técnico.
Gritta sempre foi um bom zagueiro, mas, em compensação, jamais teve sorte na carreira de técnico, que abraçou em 1950, assim que pendurou as chuteiras, pois nunca foi contratado por um grande clube.
Nos anos de 1954 e 1955 dirigiu o Uberaba S. C., de Minas Gerais, quando o clube venceu o Campeonato Regional do Triângulo.
Em 1957 foi treinador da Francana, de São Paulo. Mais tarde, trabalharia no Jaboticabal, também de São Paulo.
Em 1959 esteve no Valeriodoce, de Itabira (MG). Voltou ao Uberaba S. C. em 1960 e ficou até 1961.
Assumiu o comando do
Rabello em 3 de fevereiro de 1965. Além do título de campeão brasiliense de profissionais conquistado neste mesmo ano, ainda foi apontado como o “Técnico do Ano” pelo jornal Correio Braziliense.
Em 30 de julho de 1966 foi dispensado pelo Rabello após incidentes ocorridos na concentração do clube, quando se desentendeu com o jogador Beto Pretti.
Logo depois, assinou com o Anápolis, de Goiás. Passou pelo Nacional, de Itumbiara (GO) e voltou ao Rabello em julho de 1967, a tempo de conquistar mais um título de campeão brasiliense, o segundo.
Assinou contrato em 27 de novembro de 1968 com o Independente, de Uberaba, onde permaneceu até 1969.
Em 1970 voltaria ao futebol de Brasília para ser o treinador da A. A. Serveng-Civilsan, clube que conquistou o vice-campeonato, perdendo a final para o Grêmio Brasiliense.
Em fevereiro de 1971 foi convidado para ser o treinador da Seleção do Distrito Federal em amistosos realizados naquele ano.
Em julho de 1973 passou a ser técnico do Botafogo, de Salvador (BA).
Continuou no futebol baiano, passando a ser treinador do Humaitá, de Vitória da Conquista (BA), em 1975.
Em 1977 transferiu-se para o Vitória, do Espírito Santo.
Em agosto de 1979, já com 64 anos, foi técnico da ABB, da Bahia.
Passou a ser técnico dos juvenis do Vitória, de Salvador (BA), em 1980.
Doente e em péssima situação financeira, Gritta morreu no início de janeiro de 1982.